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Binance apresenta Prova de Reservas com 619 mil bitcoins e US$ 46,5 bi

A Binance, que é a maior corretora de criptomoedas do mundo, revelou suas reservas referentes ao mês de abril. Entre os números impressionantes, estão 619 mil bitcoins, que equivalem a cerca de 42,1 bilhões de dólares, além de mais de 46,5 bilhões de dólares em stablecoins como USDT, USDC e FDUSD. Para os clientes, isso é um bom sinal: todos os saldos estão garantidos por reservas de 100% ou mais, mostrando que a corretora possui lastro adequado.

Esse movimento de Prova de Reservas ganhou força no mercado após a polêmica envolvendo Sam Bankman-Fried, o ex-bilionário da FTX, que utilizava os ativos dos clientes para outros investimentos. Desde então, muitas corretoras começaram a adotar essa prática para fortalecer a confiança de seus usuários.

Detalhes da Prova de Reservas da Binance

A Binance está analisando 49 criptomoedas que estão disponíveis em sua plataforma. Os destaques ficam para grandes nomes como Bitcoin, Ethereum, USDT, BNB, XRP, USDC e Solana.

Na análise, fica claro que a corretora mantém 618.951.271 bitcoins na plataforma, enquanto no total, armazena mais de 619 mil bitcoins em suas carteiras. Para efeito de comparação, a corretora Strategy detém 766.970 bitcoins, enquanto o ETF de Bitcoin da BlackRock administra cerca de 782 mil moedas.

Entre as stablecoins, as reservas da Binance apresentam alguns excessos, como uma diferença de 2 bilhões de dólares em USDT, 475 milhões em USDC e 24 milhões em FDUSD, se comparado ao que os clientes têm depositado. Isso significa que a corretora tem estrutura para honrar todos os pedidos de retirada, se for necessário.

Além disso, o PAXG foi adicionado às reservas neste mês, aumentando a diversidade de criptomoedas monitoradas pela Binance.

Nem todas as corretoras de criptomoedas no Brasil possuem Prova de Reservas

O conceito de Prova de Reservas foi introduzido em 2014, após a falência da corretora Mt. Gox, mas acabou sendo deixado de lado por algum tempo. Com o colapso da FTX no final de 2022, a necessidade de transparência voltou a ser discutida, levando algumas corretoras a implementarem essa prática.

No entanto, é importante destacar que nem todas as corretoras que atuam no Brasil adotaram essa medida. De acordo com dados do MercadoCripto, metade das dez maiores corretoras por volume não divulga suas reservas.

Recentemente, o Banco Central do Brasil emitiu uma norma exigindo que as corretoras brasileiras publiquem suas Provas de Reservas mensalmente, o que pode ajudar a aumentar a transparência e a segurança no mercado de criptomoedas por aqui.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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